quinta-feira, março 22, 2007

She looks like the real thing

Preciso confessar, muitas vezes já pensei em fazer plástica. Afinal, olha só: é um atalho muito tentador, porque a beleza está ali, a 1000etantos reais de distância. Mas sempre acabei desistindo; culpa talvez da educação judaica-cristã que tive, onde "não, minha filha, sem dor, sem resultado", e você acaba questionando o mérito e os reais objetivos de um processo desses.
Mas estou eu, de bobeira, e vejo esse video da Nike (!!) que tenta fazer frente à essa indústria da pasteurização estética-social. Não que ó, tessalonicences, a Nike (que, aliás, tem esse nome por causa dessa deusa) seja uma empresa pura e de bom coração.
Mas bem, nos tempos de hoje, com tantos big brothers, hormônios no frango, coelhos fluorescentes e etc, qualquer mensagem com um pouco mais de bom senso é sempre bem vinda.

Bom, assistam ao vídeo e tirem suas próprias impressões...

terça-feira, março 20, 2007

sexta-feira, março 16, 2007

De volta ao samba

Quando Chico Buarque deu um tempo na música a fim de se dedicar a escrever "Estorvo", ele retornou com um disco maravilhoso, "Paratodos". Metaforizou seu retorno com uma canção linda como seus olhos, suas músicas, tudo o que ele faz. Nada melhor do que recorrer ao Chico para anunciar meu retorno ao blog, não? ;) Aliás, a foto maravilhosa que ilustra este post de fã babona é do Sergio Fonseca. Ah, um beijo a todos vocês que insistiram em me visitar apesar do sumiço sem aviso prévio!


Pensou que eu não vinha mais, pensou
Cansou de esperar por mim
Acenda o refletor
Apure o tamborim
Aqui é o meu lugar
Eu vim

Fechou o tempo, o salão fechou
Mas eu entro mesmo assim
Acenda o refletor
Apure o tamborim
Aqui é o meu lugar
Eu vim

Eu sei que fui um impostor
Hipócrita querendo renegar seu amor
Porém me deixe ao menos ser
Pela última vez o seu compositor

Quem vibrou nas minhas mãos
Não vai me largar assim
Acenda o refletor
Apure o tamborim
Preciso lhe falar
Eu vim
Com a flor
Dos acordes que você
Brotando cantou pra mim
Acenda o refletor
Apure o tamborim
Aqui é o meu lugar
Eu vim

Eu era sem tirar nem pôr
Um pobre de espírito ao desdenhar seu valor
Porém meu samba, o trunfo é seu
Pois quando de uma vez por todas
Eu me for
E o silêncio me abraçar
Você sambará sem mim
Acenda o refletor
Apure o tamborim
Aqui é o meu lugar
Eu vim